domingo, 23 de junho de 2013

Amizade

Tu consideraste um bom amigo? Consideras que estás sempre lá quando aquele teu amigo precisa? E sobre aqueles que consideras teus amigos…Será que eles são mesmo teus amigos? Ou simplesmente são umas pessoas que passam os bons tempos contigo?
Para responderes a todas estas perguntas tens que te perguntar se gostas daquelas pessoas com quem passas a maior parte do teu tempo, no meu caso é a minha turma, e se fores um adolescente provavelmente também será a tua turma, no caso de seres um jovem adulto, ou até mesmo um adulto, serão os colegas/amigos de trabalho, família, etc. Se gostares, muito provavelmente serás amigo delas, mas até que ponto a tua personalidade irá te permitir seres de fato um amigo? Ser amigo não é só uma saída à noite, ocasionalmente um jantar de convívio, uma ida à piscina, ou meia dúzia de fotografias que depois acabarás por partilhar no Facebook… É muito mais que isso, é ter a capacidade de te fazer aperceber dos teus erros antes que tenham consequências catastróficas, além disso tudo, é ter a capacidade de te mandar um estalo, insultar-te, tudo para que tu ganhes o mínimo de consciência, e no final de tudo dar-te um abraço, uma palavra reconfortante e explicar-te no que é que estavas a proceder mal, é aí que tu percebes a verdadeira noção de palavra ‘amizade’ e ‘amigo’.
Dito isto, consideraste um bom ou um mau amigo? Para isso tens que fazer uma reflexão, que neste caso é necessária, para perceber aquilo que tu és para contigo, mas acima de tudo, para com os outros. Se eu me analisar muito friamente, não me considero um bom amigo, porque simplesmente por vezes não tenho confiança em mim, o que acaba por ter que procurar confiança em pessoas que por vezes ignoram completamente os meus pedidos de socorro, além de ser demasiado crítico aos outros e por vezes não perceber que, tal como todos os humanos, erro, erro por pensar que os erros dos outros possam desculpar as minhas infantilidades e erros que posso cometer sem perceber os danos que isso possa causar. Costuma-se dizer que ao longo da vida apenas se fazem entre 2 e 5 amigos verdadeiros, se contarmos que o adulto normal é casado e eventualmente tem filhos, ficamos reduzidos a poucos amigos que não sejam família, sendo que normalmente os melhores amigos fazem-se nos anos de escola, sejam eles no Ensino Secundário, sejam eles no Ensino Superior. Se pensarmos que a nossa identidade é moldada por estes colegas/amigos que tu tens e que todas as ações que estas pessoas façam, directa ou indirectamente, te influenciam em todas as tuas futuras ações é, ao mesmo tempo, intrigante e assustador. Gostaria de pedir ao leitor ou leitora para pensar naqueles que considera amigos/amigas, já alguma vez esteve numa situação em que precisasse deles/delas, em que quando precisasse de uma palavra, ou simplesmente de uma demonstração de carinho eles/elas demonstraram-lhe esse afeto indispensável nessa fase difícil da vida? Ou que quando tivesse no fundo do poço psicológico o puxassem para cima? Por vezes quem menos espera é aquele que vai logo puxá-lo para cima, mas mesmo assim, parece ignorar essas pessoas, infelizmente, elas gostam e preocupam-se mais contigo do que tu imaginavas, chegando ao ponto de até, gostarem mais de ti, que tu delas.
(In)felizmente a amizade é um tema que se pode escrever muito, tanto pelos bons como pelos maus motivos, e este será, concerteza, um tema que irá ser por mim mais uma vez abordado noutros posts.
P.S.: Sintam-se livres de criticar.
P.S.2: Reflictam sobre os (vossos) valores de amizade e tentem ser melhores amigos e pessoas.
Um bem haja.

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