Já vários filósofos tentaram responder a esta pergunta, mas como eu não sou um especialista nesta área vou por outro caminho e tentar associar isto à (possível) existência de Deus.
Sendo impossível afirmar que tanto a vida é real como que Deus existe como é que será possível conciliar tudo isto?
Como disse os sonhos não são objetivos, é algo subjetivo que a nossa mente cria, mas como poderemos dizer que a alma é nossa se nem sabemos se realmente existimos para a ter?
Mas se não temos a certeza de nada, acabamos por duvidar da nossa própria existência, e ao isso acontecer, duvidamos dos nossos sentidos (que já se provou que eles nos enganam) e de tudo o que nos rodeia o que nos leva a pensar: o que é a vida? O que é real e o que é falso? Serei eu mesmo real?
Sendo que não sabemos estas respostas, poderemos ser (como já disse) uma espécie de imagem que um outro humano (por exemplo) sonha e sendo assim, eu posso ser a sua representação num mundo que a mente dele (logo, eu de certa maneira sou ele, mas fisicamente diferente) criou sendo que o passado foi inventado por mim para dar uma certa lógica àquilo que supostamente vivo (talvez por isso não tenhamos lembranças de enquanto bebés) que é algo a que a morte destrói (que é o acordar do sonhador e que acaba por não se lembrar do seu sonho), o que talvez acabe por explicar os dejá-vus, uma espécie de antecipação ao que vai acontecer, pois se quem sonha está a pensar uma vida inteira, acaba por saber o que vai acontecer. Não me querendo alongar neste campo, queria terminar com mais uma questão: Se Deus supostamente (para os mais religiosos) criou o mundo, e se de acordo com o que eu escrevi, o mundo acaba por ser criado pela minha ou pela mente do meu sonhador, então quer dizer que eu sou Deus?
| Será este texto real ou apenas um sonho? |