Como toda a gente sabe, o caso Blatter-Ronaldo teve grande polémica, devido às declarações do Presidente da Fifa ao capitão da Seleção Nacional Portuguesa. Criaram-se grupos no Facebook a pedirem a sua demissão, membros do Governo fizeram declarações sobre este caso, títulos de abertura em telejornais, capas de revistas, jornais, etc etc. Mas o que é que está mal nisto tudo?
Na minha opinião, está (quase) tudo mal.
Sim, é vergonhoso um homem que tem tanta influência no mundo do futebol pensar sequer em proferir declarações destas, dando um claro ''impulso'' àquele que é considerado o melhor jogador de futebol atualmente. Mas, porque é que deu-se tanta atenção a um assunto como este? No estado atual do país, ver membros do governo (que desde 25 de Abril bem tem-se visto o trabalho que o PS/PSD/CDS têm feito), cidadãos adultos, jovens um pouco mais velhos e inclusive mais novos que eu a darem tanta importância a um assunto que não os vai fazer mais ou menos felizes.
Infelizmente, Portugal é um país que parece que ainda está assente, um pouco, nos chamados 3 F's - Fado, Futebol e Fátima, se bem que pode ser substituído o Fado por Pimba, infelizmente, até neste campo dá-se mais atenção a um estilo musical que incentiva algo que toda a gente sabe do que falo, nós somos um país, neste aspeto, culturalmente muito fraco. Sem me querer afastar, parece que por cá, o Futebol é mais importante para a realização pessoal e para felicidade de um indivíduo do que tentar ajudar o país a evoluir.
Enquanto se der mais atenção a Futebóis, e a pessoas que por nós nada fazem e preocuparmos-nos menos com áreas que realmente possam Portugal a sair desta crise (não só financeira, mas de mentalidade, etc) nós não avança-mos, e ver-mos o número de jovens que se despreocupa, é por sua vez, preocupante.
Reflexão Casual
A sociedade atual vista a partir de um adolescente
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Realidade Alternativa
Ontem antes de dormir comecei a pensar em sonhos (não objetivos, mas aqueles que temos enquanto dormimos) e lembrei-me que esses sonhos não são mais que demonstrações do subconsciente, logo, o que se passa nos nossos sonhos acaba por não ser real, o que me deixou a pensar sobre a realidade das coisas… Será este copo por onde bebo água real? Serão as outras pessoas reais? Serei eu real? Será o mundo real? Será que aquilo que eu vejo e sinto seja possivelmente um sonho de outra espécie ou outro humano que criou um mundo no seu subconsciente e eu seja a sua demonstração no seu sonho, ou será que tudo aquilo que me rodeia, é efetivamente uma realidade?
Já vários filósofos tentaram responder a esta pergunta, mas como eu não sou um especialista nesta área vou por outro caminho e tentar associar isto à (possível) existência de Deus.
Sendo impossível afirmar que tanto a vida é real como que Deus existe como é que será possível conciliar tudo isto?
Mas se não temos a certeza de nada, acabamos por duvidar da nossa própria existência, e ao isso acontecer, duvidamos dos nossos sentidos (que já se provou que eles nos enganam) e de tudo o que nos rodeia o que nos leva a pensar: o que é a vida? O que é real e o que é falso? Serei eu mesmo real?
Sendo que não sabemos estas respostas, poderemos ser (como já disse) uma espécie de imagem que um outro humano (por exemplo) sonha e sendo assim, eu posso ser a sua representação num mundo que a mente dele (logo, eu de certa maneira sou ele, mas fisicamente diferente) criou sendo que o passado foi inventado por mim para dar uma certa lógica àquilo que supostamente vivo (talvez por isso não tenhamos lembranças de enquanto bebés) que é algo a que a morte destrói (que é o acordar do sonhador e que acaba por não se lembrar do seu sonho), o que talvez acabe por explicar os dejá-vus, uma espécie de antecipação ao que vai acontecer, pois se quem sonha está a pensar uma vida inteira, acaba por saber o que vai acontecer. Não me querendo alongar neste campo, queria terminar com mais uma questão: Se Deus supostamente (para os mais religiosos) criou o mundo, e se de acordo com o que eu escrevi, o mundo acaba por ser criado pela minha ou pela mente do meu sonhador, então quer dizer que eu sou Deus?
Já vários filósofos tentaram responder a esta pergunta, mas como eu não sou um especialista nesta área vou por outro caminho e tentar associar isto à (possível) existência de Deus.
Sendo impossível afirmar que tanto a vida é real como que Deus existe como é que será possível conciliar tudo isto?
Como disse os sonhos não são objetivos, é algo subjetivo que a nossa mente cria, mas como poderemos dizer que a alma é nossa se nem sabemos se realmente existimos para a ter?
Mas se não temos a certeza de nada, acabamos por duvidar da nossa própria existência, e ao isso acontecer, duvidamos dos nossos sentidos (que já se provou que eles nos enganam) e de tudo o que nos rodeia o que nos leva a pensar: o que é a vida? O que é real e o que é falso? Serei eu mesmo real?
Sendo que não sabemos estas respostas, poderemos ser (como já disse) uma espécie de imagem que um outro humano (por exemplo) sonha e sendo assim, eu posso ser a sua representação num mundo que a mente dele (logo, eu de certa maneira sou ele, mas fisicamente diferente) criou sendo que o passado foi inventado por mim para dar uma certa lógica àquilo que supostamente vivo (talvez por isso não tenhamos lembranças de enquanto bebés) que é algo a que a morte destrói (que é o acordar do sonhador e que acaba por não se lembrar do seu sonho), o que talvez acabe por explicar os dejá-vus, uma espécie de antecipação ao que vai acontecer, pois se quem sonha está a pensar uma vida inteira, acaba por saber o que vai acontecer. Não me querendo alongar neste campo, queria terminar com mais uma questão: Se Deus supostamente (para os mais religiosos) criou o mundo, e se de acordo com o que eu escrevi, o mundo acaba por ser criado pela minha ou pela mente do meu sonhador, então quer dizer que eu sou Deus?
| Será este texto real ou apenas um sonho? |
quarta-feira, 17 de julho de 2013
O medo de ser diferente
Antes de começar, gostaria de explicitar a diferença neste
tópico, não é como a diferença do post Pressão de Grupo/Liberdade ó Liberdade,
mas sim a diferença na maneira de ser diferente em vários aspetos.
Todo o ser humano é geneticamente diferente, logo,
psicologicamente não sentimos, não pensamos e não atuamos da mesma maneira que
qualquer outra pessoa, ou seja, somos únicos. Mas existem costumes, ideias e
ideais, valores caraterísticos de uma sociedade que parece que se alguém tiver
a capacidade de pensar fora da caixa e, realmente fazê-lo, irá ser de certa
maneira crucificado pelos restantes indivíduos da sociedade em que se está inserido,
e porque será que isto acontece?
Eu, pessoalmente, não sou o típico adolescente (e não, não é
por ter um blogue), eu sou alguém que me consideraram um pouco negativista, mas
realista, algo que aceito plenamente, pois eu sei aquilo que eu sou, não aquilo
que vou ser. Mas continuando e não me querer desviar do tema do post, eu, tal
como muitos adolescentes tenho vários interessas, tanto artisticamente, como
desportivamente, culturalmente, etc, e vejo que sempre que eu entro por uma via
alternativa no desporto (por exemplo, sou amante de ciclismo) sou (quase)
automaticamente marginalizado, apenas porque ao invés de seguir a moda normal
de ter como desporto predileto o Futebol, tenho o Ciclismo, e por causa disto
já tive a típica discussão de ‘‘Qual desporto é o melhor?’’, aqui não se trata
de quais é o melhor, trata-se sim do prazer que o espetador poderá tirar de
observar o desporto. Mas algo interessante é que algumas das pessoas com quem
tenho esta discussão (saudável) nunca assistiu sequer a uma prova de ciclismo,
logo como poderão comparar?
Infelizmente, Portugal é um país muito tradicional mas que
(felizmente) está a se abrir a nível de mentalidades e tem uma geração que
poderá fazer realmente algo no que toca a esta mudança de pensamento, mas
porquê o medo de observar, aprender, e até descobrir algo que nos torne
bastante feliz? Só porque é diferente? Só porque não é moda? Isto faz lembrar
as pessoas e os estilos de roupa caraterísticos de cada idade, os brinquedos
que estão na moda e depois já não estão, assim como na música e tudo o que for
artes (Tokio Hotel/Jonas Brothers, etc, gente, lembram-se?).
Claro que com isto não quero obrigar as pessoas a mudar quem
são, longe disso, apenas quero informar que no diferente também há coisas entusiasmantes
e que por vezes, têm mais interesse por isso mesmo, por se saber o que os
outros estão a perder. Hasta.
![]() |
| É possível ser assim, diferente, mas feliz! |
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Liberdade, ó Liberdade
Liberdade. Uma palavra que estamos tão habituados a ouvir
mas que por vezes não sabemos o seu significado. Mas será que somos livres? Não
no sentido de vivermos numa democracia, mas som no sentido de podermos dar as
nossas opiniões, de podermos nos sentir ouvidos? Ou será que nós somos
manipulados sem nos apercebermos, seja pelos políticos, televisão, etc?
Se calhar estarei a ser um pouco conspiracionista, mas a verdade é que as provas do controlo sobre o povo em vários países estão à mostra um pouco em todas as esquinas. Hoje em dia, tirando raras exceções podemos dizer que a maior parte das coisas estão destinadas, sejam elas comandadas pelos famosos Illuminati, pela Nova Ordem Mundial, entre outros, a verdade é que as provas de o futuro já estar planeado são mais que muitas (as famosas cartas do jogo dos Illuminati a ‘’preverem’’ o atentado do World Trade Center, as famosas Torres Gémeas, em que tem muito mais conteúdo do que o normal do que uns simples atentados).
Mas o que é que isto tem a ver com liberdade?
Isto significa que nós vivemos numa democracia ditatorial (como lhe gosto de chamar), onde quem tem o poder não é quem nós elegemos, mas sim pessoas que nós nem sabemos quem são, mas que existem. Logo, nós não temos poder nenhum sobre os acontecimentos, não podendo ter opiniões divergentes das que estão em vigor. E bem, se tivermos, sabemos o que acontece a essas pessoas…
Isto significa que nós vivemos numa democracia ditatorial (como lhe gosto de chamar), onde quem tem o poder não é quem nós elegemos, mas sim pessoas que nós nem sabemos quem são, mas que existem. Logo, nós não temos poder nenhum sobre os acontecimentos, não podendo ter opiniões divergentes das que estão em vigor. E bem, se tivermos, sabemos o que acontece a essas pessoas…
Ou seja, não somos livres, nunca fomos, nem nunca o seremos,
pois ao sermos influenciados por algo ou alguém adotamos os seus ideais, seja
isto no desporto, tanto como na religião, esta que nos obriga a fazer algo para
agradar a uma espécie de deus (ou Deus, depende da crença) retirando-nos
liberdade no sentido de aumentarmos a nossa cultura, retira-nos a possibilidade
de evoluir cientificamente devido à ‘crença’ de que algo vai contra os ideias
da Bíblia, Alcorão, etc etc.
Isto porquê? Para manter-nos na ignorância para poderem
continuar a ludibriar as nossas cabeças e poderem continuar a roubar o pobre
(já ouviram falar das indulgências)…
Na idade Média quem tentasse provar algo no sentido de ir contra o que a Bíblia dizia, a Inquisição atacava essas pessoas, e o mais estranho de tudo, é que no século XX a Inquisição foi novamente ‘ativada’ por um Papa.
Na idade Média quem tentasse provar algo no sentido de ir contra o que a Bíblia dizia, a Inquisição atacava essas pessoas, e o mais estranho de tudo, é que no século XX a Inquisição foi novamente ‘ativada’ por um Papa.
Não querendo atacar mais a religião, pois esse não é o meu
objetivo, vou-me virar para coisas que nós pensamos que são inexistentes, mas
pelo contrário, são bem existentes… Todos nós pensamos a Censura algo anterior
ao 25 de Abril, mas a verdade é que ainda existe, e ainda censura, mas os media têm interesse em, de certa
maneira, esconder isto, pois eles são comandados por quem faz a censura, apenas
passando o que esses superiores acham correto, mesmo que esteja provado
(cientificamente) que esses programas nos tornem mais ignorantes (Big Brother, Secret Story, etc), sendo assim mais fácil manipularem-nos.
Além disto tudo, tudo o que escrevemos ou fazemos na
Internet (como o meu blog, por exemplo) é visionado pelos Serviços Secretos…Sim
as conversas do Facebook são lidas por alguém à procura de provas de algo que
ninguém sabe ao certo o que é… Nos E.U.A. foi descoberto que a NSA (National
Security Agency, algo que em português é Agência de Segurança Nacional) tem em
vigor um plano de espionagem a todos os habitantes do país, existindo até
piadas na net do género: ‘Se perder os seus números de telemóvel, peça a NSA,
que eles lhe irão dar’. Bem, isto vindo do país mais livre do mundo não dá
propriamente ideia de liberdade mas sim de prisão sem paredes, onde somos
controlados 24 horas sobre 24.
Se nós ainda nos sentimos livres neste mundo, ou somos muito
idiotas, ou ainda temos fé em algo que simplesmente não existe… Ao menos
sintam-se felizes a ler este post, não serão os únicos.
''I'm free to be whatever I, whatever I choose and I'll sing the blues if I want
I'm free to say whatever I, whatever I like if it's wrong or right it's alright''
I'm free to say whatever I, whatever I like if it's wrong or right it's alright''
| Um resumo do que em cima está escrito, mas o em cima descrito é para nos 'ajudar', claro |
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Ponderar, porque não?
Será que nós ponderamos? A pergunta para ser corretamente
aplicada, deveria de ser, será que nós ponderamos o suficiente? Alguns dizem
que sim, e dizem que até ponderam a mais.
Mas até que ponto poderá isto estar correto? Nós temos que
ponderar sobre todas as ações que nós tomamos antes de as realizarmos, sejam
elas as corretas ou as incorretas (imensa subjetividade neste campo) para nos
sentirmos no futuro felizes e realizados, pois todos nós enquanto seres humanos
pensantes, temos as nossas aspirações, medos, crenças e, obrigatoriamente,
objetivos de vida.
É aqui que entra a ponderação (pessoal) de cada um, pois nós
temos que o fazer para pensar sobre aquilo que queremos e o caminho que temos percorrer
para alcançarmos os nossos objetivos. Olho para os meus lados
diariamente, enquanto estudante, e vejo dois tipos de alunos, aqueles que
querem o prazer todo agora sem se preocuparem minimamente com o futuro das
coisas, algo alarmante em tempo como os atuais em que para sermos alguém na
vida temos que nos esforçar (e muito); mas também vejo aqueles que se agarram
com unhas e dentes às oportunidades que têm, e tentam diariamente se superar,
lutam para ser algo, algo que, obviamente não critico. Mas será que aqueles que
se mostram despreocupados não ponderam? Ou será que aqueles, que pelo
contrário, se mostram mais preocupados, também não o fazem? Isso depende da
escolha de cada um.
Nós devemos de ponderar para conhecermos as nossas
fraquezas, os nossos fortes, para sabermos aquilo que fomos, aquilo que achamos
ser, e aquilo que poderemos vir a ser, para que as nossas fraquezas passem a
ser pontos fortes, fazendo com que nós acabemos por evoluir como pessoas, nunca
alcançando a perfeição, mas sabendo que nós nos esforçamos para nos tornarmos
melhores pessoas. Sabendo que estamos num mundo em que estes ideais estão a
sair do cenário geral das pessoas seria bom, de vez em quando, refletirmos e
ponderar-mos para escolhermos sempre, ou quase sempre, a melhor opção nesta
estrada chamada Vida.
Um abraço e até ao próximo post.
P.S.: O exemplo dos estudantes é um entre vários que poderia
dar, mas o mais comum na minha idade.
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